No pós-pandemia, agenda econômica será prioridade, diz Marcelo Miglioli

Por Antonio Nogueira 11/09/2020 - 10:52 hs

Ao participar na noite de ontem (8.9) de transmissão ao vivo pelas redes sociais com o pré-candidato a vereador Zé Vieira, o pré-candidato a prefeito de Campo Grande Marcelo Miglioli anunciou que a agenda econômica vai ser prioridade em sua gestão a partir de janeiro do ano que vem, no período pós-pandemia. Segundo ele, por conta da falta de planejamento, a prefeitura já enfrentava dificuldades antes mesmo da crise sanitária.

“A doença extinguiu postos de trabalho, fechou empresas, provocou reflexos extremamente negativos na economia mundial e local, e não temos como enfrentar essa situação se não priorizarmos essa agenda”, disse ele, que elencou uma série de iniciativas que serão adotadas como suporte para alavancar o desenvolvimento econômico em Campo Grande.

Para Miglioli, o planejamento, criatividade e a austeridade são as três condições que passarão a ser regras na administração de Campo Grande a partir de 2021. Não há como ser diferente, argumenta, ao lembrar que Campo Grande vai ter mais dificuldade para retomar o crescimento porque antes mesmo da pandemia os problemas decorrentes da incapacidade administrativa do atual prefeito se avolumavam na cidade.

“Os números mostram que nos últimos quatro anos perdemos 16 mil postos de trabalho, 9 mil deles só na indústria”, explicou o pré-candidato, ao destacar que essa situação tem muito a ver com falta de gestão no âmbito da prefeitura. “O município não tem mais espaço para absorver as pessoas através de contratação direta, a máquina pública não suporta isso”, argumentou.

Por conta dessa situação, continua Miglioli, “temos que fomentar, por exemplo, a agenda da construção civil, pois ao mesmo tempo que reduzirmos o déficit habitacional com novas moradias populares, iremos contribuir com a geração de empregos”, destacou.

Burocracia

A desburocratização no âmbito da prefeitura será outra questão a ser tratada como prioridade. “O empresário, o comerciante e o prestador de serviços sofrem com a lerdeza da máquina pública de Campo Grande. “Se você não tiver o famoso QI (quem indicou), não consegue fazer o processo de abertura de empresa andar, não consegue obter o alvará e as licenças exigidas por lei”, pontuou.

“Quando o empresário que vem de fora para investir em mercado imobiliário vê que em Campo Grande o tempo para a aprovação de um projeto é de 2 anos, desiste na hora. Por sua vez, o pequeno empreendedor tem de esperar até seis meses que sua empresa esteja apta a funcionar. Isso sem falar, por exemplo, na falta de critérios transparentes para a distribuição de terrenos no núcleo industrial”, lembrou.

Setor produtivo

Na agenda econômica visando à retomada do crescimento, o setor produtivo vai participar de sua elaboração. “É fundamental que instituições como a CDL, ACICG, Fiems e tantas outras não menos importantes sentem-se à mesa conosco para que possamos trabalhar juntos em busca de soluções”, disse.

Para tanto, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico deixará de ter perfil político e passará a ser eminentemente técnica. “Não dá para pegar uma secretaria técnica como essa e transformá-la em moeda de troca política. Vamos reestruturá-la de forma a transmitir credibilidade ao setor produtivo”, finalizou.